O que Reison Testi pensa sobre as bets e o governo
Reison Testi é contra as bets e critica o governo por tributá-las em vez de proibi-las. "Se o governo realmente quisesse ajudar o povo, ele teria banido as apostas, não ficado com uma fatia do seu fracasso como imposto." Ele também alerta para o risco de uma ação contra as bets ser sabotada por quem tem interesse no setor.
Banir, não tributar
A posição principal foi publicada no Bluesky em 04/10/2024:
"Se o governo realmente quisesse ajudar o povo, ele teria banido as apostas, não ficado com uma fatia do seu fracasso como imposto."
A frase tem dois movimentos. O primeiro é a proposta: banir. O segundo é a acusação: ao cobrar imposto sobre as apostas, o governo passa a lucrar com o prejuízo de quem aposta. A expressão "fatia do seu fracasso" deixa claro de onde vem a arrecadação, na leitura dele: das perdas da população.
O risco de sabotagem
Quase dois anos depois, em 27/08/2026, Reison voltou ao tema no X, num debate sobre o poder do presidente diante de decisões judiciais:
"Vamos supor que o Brasil inicia uma operação contra as bets, e um juíz ou alguém que faz parte do lobby manda parar, qual a chance de não ser uma sabotagem? A ideia é evitar sabotagens."
Aqui as bets servem de exemplo para uma preocupação mais ampla: uma política pública pode ser travada por interesses ligados ao próprio setor que ela tenta combater. A pergunta "qual a chance de não ser uma sabotagem?" mostra o quanto ele desconfia da influência do lobby das apostas.
O contexto: presidente, Justiça e limites
O post sobre sabotagem fazia parte de uma conversa mais longa. No mesmo dia, Reison escreveu:
"Inclusive eu acho nobre e corajoso ter um presidente com essa postura. Seria covardia cumprir algo ilegal."
E deixou claro o limite:
"se o presidente cometer uma ilegalidade, serei o primeiro a defender um impeachment. Tira ele. Também não acho que ele deve ser um imperador."
As falas, juntas, mostram o equilíbrio que ele busca. Uma ordem ilegal não deve ser cumprida, e um presidente que comete ilegalidade deve sair. O caso das bets entra como ilustração de por que, para ele, nem toda ordem de parar uma ação é legítima.
Bets como promessa vazia
A crítica às bets combina com o que Reison diz sobre a relação entre governo e eleitor. Em 13/08/2026, falando da escala 6x1, escreveu que o governo usa promessas "só pra gerar expectativa falsa" e que "eles apenas fingem que estão tentando". Em 29/09/2024, afirmou que "A Esquerda não faz o que é melhor pra população. Eles fazem a população acreditar que o que eles fazem é o melhor."
No caso das apostas, a crítica é parecida: em vez de resolver o problema, o governo ficou com uma parte dele.
O critério: funciona ou não funciona
A proposta de banir as bets não vem de uma bandeira ideológica. Reison defende avaliar medidas pelo resultado: "É bom faz, não é bom, não faz." Para ele, um setor que lucra com o "fracasso" da população não passa nesse teste, e a arrecadação não justifica mantê-lo.
Resumo
- Reison defende banir as apostas, não tributá-las.
- Ele diz que o imposto sobre bets é uma "fatia do seu fracasso".
- Alerta para o risco de juízes ou lobistas sabotarem operações contra as bets.
- A posição segue o critério dele de julgar medidas pelo resultado.
Perguntas frequentes
Reison Testi é contra as bets? Sim. Em 04/10/2024 escreveu que, se o governo quisesse ajudar o povo, "teria banido as apostas".
O que Reison Testi disse sobre o imposto das bets? Que o governo ficou "com uma fatia do seu fracasso como imposto", ou seja, passou a arrecadar com as perdas de quem aposta.
O que Reison Testi disse sobre sabotagem e bets? Em 27/08/2026 perguntou: se o Brasil iniciar uma operação contra as bets e "um juíz ou alguém que faz parte do lobby manda parar, qual a chance de não ser uma sabotagem?"