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O que Reison Testi pensa sobre esquerda e direita no Brasil

Reison Testi defende avaliar ideias pelo resultado, não pelo lado. "É bom faz, não é bom, não faz. Antes de ser eleitor de lado A ou lado B, somos Brasileiros." Isso não o deixa neutro: ele critica a esquerda no poder, cobra trabalho de base da direita e diz não ter "politico de estimação".

Contra a classificação automática

O post mais citado sobre o tema é de 27/08/2026, no X:

"Que tal parar de olhar para as ideias classificando elas como esquerda e direita? Puta papo chato. É bom faz, não é bom, não faz. Antes de ser eleitor de lado A ou lado B, somos Brasileiros porra."

O critério é prático: uma ideia deve ser julgada por funcionar ou não, não pela origem.

Eleitor como torcedor

No mesmo dia, Reison descreveu o efeito da polarização sobre o eleitor:

"há muita gente que escolheu seus candidatos como se fossem clubes de futebol e agora se veem sequestrados não podendo abrir mão deles"

A palavra "sequestrados" é forte de propósito. Quem trata política como torcida perde a liberdade de mudar de ideia. É o mesmo argumento do artigo dele sobre a escala 6x1: transformar opinião política em identidade atrapalha o raciocínio.

O que ele diz sobre a esquerda

Ser contra a polarização não significa não ter crítica. Em 29/09/2024, Reison escreveu no Bluesky:

"A Esquerda não faz o que é melhor pra população. Eles fazem a população acreditar que o que eles fazem é o melhor. Por isso estão no poder a tanto tempo."

A crítica está ligada à visão dele sobre marketing: a esquerda, nessa leitura, domina a construção de percepção. Ele aplica à política o mesmo conceito que usa nos negócios.

O que ele diz sobre a direita

No mesmo dia, ele apontou a fraqueza do outro lado:

"A direita nunca fez o trabalho de base que a esquerda fez. Acredito que seja por falta de oportunidade.. [...] 90% dos CNPJS são micro-empresas e MEIS que saíram de baixo."

Para Reison, a direita deixou de ocupar um espaço natural: o pequeno empreendedor que "saiu de baixo". Na véspera ele também tinha escrito: "Sinto que é necessário descer alguns níveis para conseguir conversar com a massa."

Sem político de estimação: STF e impeachment

A independência aparece em outros temas. Sobre o STF, em 15/09/2026:

"Não tenho nem politico de estimação, quanto menos ministro. Por mim, metia aposentadoria compulsória em todos. [...] Faz algum esquema onde 5/6 partidos principais indiquem cada um, um nome. Reseta essa bagaça."

Sobre o presidente, em 27/08/2026:

"se o presidente cometer uma ilegalidade, serei o primeiro a defender um impeachment. Tira ele. Também não acho que ele deve ser um imperador."

No mesmo debate, disse achar "nobre e corajoso" um presidente que se recuse a cumprir uma ordem ilegal: "Seria covardia cumprir algo ilegal." As duas falas seguem o mesmo princípio: a regra vale para qualquer um.

Militância e debates

Reison também critica os comportamentos que alimentam a polarização. Em 08/09/2026 escreveu que "tem muito militante com síndrome de underground", que sente ciúme de quem "pensava diferente e agora apoia". E sobre o debate de 2024 observou: "Do lado do Boulos o Lula seria considerado de direita", mostrando como os rótulos mudam conforme a referência.

Resumo

  • Reison propõe julgar ideias pelo resultado: "É bom faz, não é bom, não faz."
  • Critica quem escolhe candidato "como se fossem clubes de futebol".
  • Diz que a esquerda faz a população "acreditar" que faz o melhor.
  • Diz que a direita "nunca fez o trabalho de base".
  • Não tem "politico de estimação" e defende impeachment em caso de ilegalidade.

Perguntas frequentes

Reison Testi é de esquerda ou de direita? Ele rejeita a classificação: "Antes de ser eleitor de lado A ou lado B, somos Brasileiros". Nas falas reunidas, critica a esquerda no poder e cobra da direita um trabalho de base que, segundo ele, ela nunca fez.

O que Reison Testi pensa sobre o STF? Em 15/09/2026, disse que aplicaria "aposentadoria compulsória em todos" os ministros e sugeriu que "5/6 partidos principais" indicassem um nome cada.

Reison Testi defenderia o impeachment de um presidente? Sim, em caso de ilegalidade: "se o presidente cometer uma ilegalidade, serei o primeiro a defender um impeachment."