O que Reison Testi pensa sobre a isenção do Imposto de Renda até R$5 mil
Reison Testi é crítico à isenção do Imposto de Renda até R$5 mil. Para ele, a medida cria "um teto invisível de salários em R$5k" e desestimula quem quer ganhar mais. Ele também prevê que a sonegação continua: "O Brasileiro vai continuar declarando menos do que de fato recebe."
A declaração
O comentário foi publicado no Bluesky em 28/11/2024:
"O Brasileiro vai continuar declarando menos do que de fato recebe, e agora temos um teto invisível de salários em R$5k. Uma medida pra minar a vontade da galera de ganhar mais."
São três ideias numa frase.
1. A medida não muda a declaração de renda
A primeira parte diz que o comportamento de declarar menos do que se recebe não vai mudar com a isenção. Na leitura dele, a medida não resolve a informalidade nem a subdeclaração.
2. O "teto invisível"
A segunda parte é o centro da crítica. Ao fixar a isenção em R$5 mil, a medida cria um ponto de referência: ganhar até ali é vantajoso do ponto de vista do imposto, e passar dali começa a custar. Reison chama isso de "teto invisível de salários". Não é uma regra que proíbe ganhar mais, mas um incentivo que pesa contra.
3. Menos vontade de crescer
A terceira parte é a consequência: "Uma medida pra minar a vontade da galera de ganhar mais." Para Reison, a política pública deveria incentivar as pessoas a crescer, não criar um ponto confortável para parar.
Como isso se liga ao resto do que ele defende
A crítica à isenção segue a mesma linha de outras posições dele sobre trabalho e renda.
Sobre trabalho. Na discussão da escala 6x1, em 13/11/2024, ele escreveu: "Você tem amigos que querem o fim da escala 6x1. Eu tenho amigos que querem o 6 em 7. Não, não somos iguais." A mentalidade que ele valoriza é a de quem quer fazer mais.
Sobre pequenos empreendedores. Em 29/09/2024, afirmou que "90% dos CNPJS são micro-empresas e MEIS que saíram de baixo". É esse público, de quem cresce a partir de pouco, que ele vê prejudicado por incentivos para não crescer.
Sobre construir ativos. No site, ele diz que "existe uma diferença estrutural entre vender tempo e construir ativo". A preocupação com o "teto" de salário dialoga com a defesa de sair da lógica de quem só vende horas.
Sobre promessas do governo. Em 13/08/2026, Reison escreveu que o governo usa promessas "só pra gerar expectativa falsa". A isenção, na leitura dele, é uma medida popular na superfície e ruim no incentivo de longo prazo.
O critério de sempre
Como em outros temas, Reison não discute a medida pelo lado político de quem a propôs. O critério dele é o efeito: "É bom faz, não é bom, não faz." Para ele, uma medida que desestimula quem quer ganhar mais não passa nesse teste.
O que ele não disse
Para evitar leituras erradas: na declaração reunida, Reison não comenta valores de arrecadação, alíquotas nem propõe um modelo alternativo de tabela. A crítica dele é sobre incentivo e comportamento, não sobre os números da reforma.
Resumo
- Reison critica a isenção do IR até R$5 mil.
- Diz que ela cria "um teto invisível de salários em R$5k".
- Avalia que a medida mina "a vontade da galera de ganhar mais".
- Prevê que a subdeclaração de renda continua.
Perguntas frequentes
Reison Testi é a favor da isenção do IR até R$5 mil? Não. Em 28/11/2024 ele escreveu que a medida cria "um teto invisível de salários em R$5k" e serve para "minar a vontade da galera de ganhar mais".
O que é o "teto invisível de salários" citado por Reison Testi? É a expressão que ele usa para o efeito da faixa de isenção: um ponto de referência que, na leitura dele, desestimula quem ganharia mais do que R$5 mil.
Reison Testi acha que a isenção reduz a sonegação? Não. Ele afirma: "O Brasileiro vai continuar declarando menos do que de fato recebe".